A redução dos juros de 6% para 4,5% nos programas Profarma e da linha de Inovação pelo Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será um grande estímulo para a pesquisa de produção. A afirmação, feita nesta sexta-feira, é do presidente da Proinvest Finanças Corporativas, Paulo de Tarso Vieira Barbosa, para quem o baixo nível de inovação verificado na economia brasileira tem sido apontado com um dos motivos mais importantes, pela baixa competitividade das empresas brasileiras (o mesmo se aplica às empresas latino-americanas em geral) frente aos países asiáticos.
Segundo dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), apenas uma parcela minúscula (0,2%) das empresas latino-americanas conseguem algum sucesso no mercado internacional de produtos industrializados. "A decisão de reduzir taxas de juros é uma medida a ser aplaudida, pois o Brasil ainda possui um grande desequilíbrio no comércio exterior em áreas de alta tecnologia. Se quisermos ter maior participação nestes mercados temos que incentivar, cada vez mais, a pesquisa orientada para a produção. Produzir itens mais complexos, com maior tecnologia, com processos criativos e econômicos".
O Brasil do século 21, diz, é uma economia aberta e globalizada que deverá enfrentar de frente diversos desafios, tais como, qualidade da educação de seu povo, burocracia excessiva, alto custo tributário e logístico, entre outros. "A oferta de apoio financeiro de baixo custo é, sem dúvida, um dos importantes caminhos a serem percorridos pelas nações que desejarem ter um lugar de destaque no cenário internacional".
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