Coutinho diz que inovação é fundamental para o desenvolvimento nacional 17.05.2007
Fonte: http://www.bndes.gov.br/noticias/2007/not107_07.asp


Presidente Luciano Coutinho no Forum Nacional

Em sua apresentação no XIX Fórum Nacional, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, enfatizou a importância dos investimentos em inovação como fator fundamental de uma estratégia de desenvolvimento nacional, incluindo os aspectos econômico-social e ambiental. Só assim, segundo ele, será possível mudar a configuração regional e social do país. "Inovação e desenvolvimento são sinônimos", disse.

Em sua palestra "Novo Papel - o BNDES e a Inovação", Coutinho defendeu um maior esforço na política de inovação, com estímulos a novos processos e produtos diferenciados e aumento constante da produtividade e melhorias na gestão e governança. Segundo ele, é preciso intensificar o estímulo à inovação mesmo nos setores mais competitivos.

"O BNDES se mobilizará de forma mais intensa do que já vem fazendo no sentido da inovação", disse para uma platéia que reuniu, na mesa, além do ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso, o diretor-geral do Grupo Independente de Avaliação do Banco Mundial, Vinod Thomas, o presidente da Finep, Luiz Henrique Proença Soares, o consultor de empresas José Roberto Mendonça de Barros, o presidente do Ipea, Luiz Henrique Proença Soares, e o presidente da Brasscom, Antonio Gil.

A mobilização do BNDES, conforme Coutinho, consiste em estudar aperfeiçoar as condições das linhas voltadas para inovação, como a de Pesquisa e Desenvolvimento (P,D &I) e Produção, e ampliar o apoio do Banco na área. "É fundamental preparar nossas empresas para a aproveitar as oportunidades geradas pela inovação", disse, acrescentando que o BNDES não será o único instrumento para políticas de estímulo à inovação, mas participará de um esforço coordenado nessa direção com o ministério do Desenvolvimento.

O presidente do BNDES lembrou que os países asiáticos aumentaram muito sua participação no comércio mundial entre os anos de 1990 e 2005. Enquanto o Brasil elevou de 0,9% para 1,1% a presença no comércio internacional, a média asiática saiu de 17,2% para 27,7% no período analisado. "Precisamos melhorar e ampliar a inserção internacional", disse.

Ele também defendeu que o país aprenda com as experiências internacionais bem sucedidas, aumentando o apoio a atividades inovadoras. Com isso, será possível viabilizar crescimento acelerado, aumentar a participação de produtos de alta e média intensidade tecnológica na estrutura industrial e na pauta de exportações e promover uma transformação estrutural na economia, contribuindo para uma maior eqüidade social e regional.

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