CAPITALIZAÇÃO ACELERA O CRESCIMENTO DE EMPRESAS
Fonte: Jornal do comércio

Procurar empresas ou fundos de investimentos dispostos a injetarem dinheiro em novos negócios pode ser uma alternativa valiosa para pequenas em médias empresas. A capitalização através de private equity modalidade que tem crescido no País rios últimos sete anos aparece como forte alternativa para empresas dispostas a aumentarem sua produção e se tornarem mais competitivas. "Capitalizações ajudam as empresas a crescer em dois ou três anos aquilo que só conseguiriam inflar em uma década", explica Antonio Carlos Martins, analista da Proinvest, consultoria paulista que realizará no dia 27 de outubro um seminário para pequenos e médios empresários sobre alternativas para capitalização.
A principal vantagem de receber essa forma de investimento é não ficar dependente dos exorbitantes juros bancários. Por private equity, a empresa recebe dinheiro de um fundo de investimentos em troca de participação acionária. Quando a companhia cresce, o fundo sai de cena, recebendo a quantia correspondente à sua parte no negócio. Um exemplo desse serviço é o BndesPar, que oferece participação conforme a área de atuação e o potencial de crescimento das companhias. "Uma empresa precisa ter boa lucratividade, atuar em um mercado próspero, investir em inovação e ter gestão transparente para atrair esse tipo de capital", diz Paulo de Tarso Vieira Barbosa, fundador da Proinvest.
Por isso, é preciso escolher o momento certo para buscar um parceiro no mercado financeiro. A hora ideal é quando a companhia percebe que o mercado está em expansão e seu capital próprio não é o suficiente para ampliar a produção. Esses investimentos são, por sinal, um passo importante em direção a uma futura abertura de capital na bolsa - uma vez que as companhias passam a conviver com uma rotina de prestação de contas e comprometimento com resultados. Martins cita como exemplo a produtora de válvulas e peças industriais gaúcha Lupatech. A organização buscou apoio financeiro junto a parceiros e, quando atingiu um faturamento elevado e modernizou sua gestão e a produção, abriu, no início de 2006, o capital na Bovespa.
O problema é que adaptar a gestão aos atuais conceitos de transparência e governança ainda é um obstáculo para que as pequenas e médias companhias - em especial, as familiares. Parte delas teme que os fundos acabem por tomar conta da empresa. "Geralmente, os fundos de private equity se propõem a ficar com uma pequena participação nas empresas", tranqüiliza Martins.

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